domingo, 6 de março de 2011

Matéria de Poesia

Pobre e insignificante criatura

Rastejando a implorar seu afeto
Seu romance e sua cura

Muda, observo atenta
Espero aquele toque febril
Enquanto quedo parada

Lendo suas belas poesias
Que nunca serão minhas
Pois não te disperto nada
As musas viraram as costas quando nasci

E mesmo sabendo que não te disperto
Aquilo que é matéria de poesia
Permaneço

Vejo sua busca pelo sentir
E me sinto humilhada
Mas permaneço

Seu desejo por outras me emudece
E ainda sim, permaneço

E por isso mesmo talvez eu seja desprezível
Pois nem mesmo o medo
Que minha falta causaria
Consigo sentir em teu peito

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