Pobre e insignificante criaturaRastejando a implorar seu afetoSeu romance e sua curaMuda, observo atentaEspero aquele toque febrilEnquanto quedo paradaLendo suas belas poesiasQue nunca serão minhasPois não te disperto nadaAs musas viraram as costas quando nasciE mesmo sabendo que não te dispertoAquilo que é matéria de poesiaPermaneçoVejo sua busca pelo sentirE me sinto humilhadaMas permaneçoSeu desejo por outras me emudeceE ainda sim, permaneçoE por isso mesmo talvez eu seja desprezívelPois nem mesmo o medoQue minha falta causariaConsigo sentir em teu peito
domingo, 6 de março de 2011
Matéria de Poesia
Postado por Ana Recalde às 18:47
Marcadores: insignificante, musas, permaneço, poesia
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