
Eu não sou uma pessoa religiosa.
Confesso que tentei ser, por diversas vezes, mas a minha curiosidade me impedia de permanecer em apenas uma fé. E o meu pragmatismo também.
Nem posso me considerar uma grande estudiosa em religiões, já que nunca me aprofundei em demasia em nenhum dos estudos que eu fiz sobre o assunto. Mas um estudo em especial me cativa a atenção, a Cabalá. Sou muito menos que uma iniciante no estudo e me falta elementos para tecer comentários mais elaborados.
No entanto, vou citar aqui uma das coisas que mais me intriga no assunto, O PODER DAS PALAVRAS. Na Cabalá dizem que cada palavra possui um significado muito maior que apenas o semântico, que cada letra do alfabeto hebraico representa um universo inteiro de significados, e que se o universo perdesse uma delas tudo estaria perdido. Dependemos dessas palavras para nos comunicarmos com D’us.
Indo para lados um poucos diferentes temos ainda o mito que, dentro da magia, se soubermos o nome verdadeiro de alguma coisa, teremos o controle sobre ela. Seja ele o mago mais poderoso do mundo, poderia ser invocado diante da menção de seu nome verdadeiro. Por isso que, dentro de muitas religiões pagãs, as pessoas são renomeadas. Mantendo o seu nome mágico em sigilo.
De uma maneira geral, a humanidade respeita o poder das palavras.
Fugindo um pouco do universo metafísico temos os artistas e escritores. Temos a arte em palavras. Quem poderia dizer a um fã confesso de Senhor do Anéis que aquele universo é pequeno, apenas por ser descrito em palavras? Ele é menos importante por ser um livro?
A poesia, que muitas vezes mudou a sociedade de maneira drástica é menos revolucionária por ser em papel? Onde a sociedade estaria sem as palavras profundas e provocativa de muitos autores? Marx, Dostoievski, Freud... apenas para citar alguns.
Então, hoje alguém estava discutindo sobre a validade de se apaixonar por alguém que se conhece apenas por suas palavras, por suas opiniões. O dilema moderno do Real x Virtual. Longe de mim tentar chegar a um consenso sobre o assunto, mas queria colocar aqui a minha opinião.
Quando somos mais novos temos uma tendência a nos apaixonarmos em uma velocidade grande, muitas vezes platonicamente, muitas vezes por aquele menina/o bonito da nossa sala. Ou nossos professores. Temos na nossa literatura “nerd” milhares de casos, hehehe... Peter Parker e Mary Jane, Superman e Lois Lane (afinal a Lois se apaixona pelo Superman pelo que ele representa, muito mais do por quem ele é).
Mas de fato podemos dizer quem são essas pessoas? Quem é aquela menina bonita que trabalha com vc?
O que nos define como pessoa vai muito além da aparência, tem muito mais a ver com nossas convicções, com nossos gostos pessoais.
É claro que a aparência é importante para estabelecer uma relação, principalmente por que é a primeira coisa que nos deparamos a conhecer alguém.
Mas e se pudéssemos saber características de uma pessoa sem conhecermos sua aparência? E se soubéssemos suas opiniões mais intimas sem necessariamente ver a pessoa? Seria possível admirarmos e depois de um tempo (um ano ou mais talvez) de contato intenso (diário) nos apaixonarmos por essa mesma pessoa?
O ambiente virtual nos propicia uma coisa muito semelhante a isso.
A possibilidade de sabermos quem é alguém, não apenas como ela se parece, a possibilidade de vermos a pessoa sem todas as máscaras e convenções que a sociedade nos obriga a usar em ambientes como o trabalho, faculdade, balada.
Como, no ambiente de trabalho poderíamos saber se a pessoa gosta de ruivas ou morenas? Como poderíamos saber se essa pessoa conhece cultura russa? E quantas pessoas se apaixonam sem ao menos saber isso?
Se estamos em uma sociedade que aceita plenamente que alguém se apaixone pela aparência de alguém, por que não aceitar que exista o mesmo sentimento pelo que a pessoa diz, ou demonstra ser?
É necessário que tipo de informações para que nasça um sentimento verdadeiro?
Bom, meu texto está com mais perguntas que respostas, hehehe. Mas a idéia é essa mesmo. Levantar questões que muitas vezes não pensamos, questionar as convenções estereotipadas. Coisas que pessoas anárquicas, insatisfeitas com as convenções, intensas deveriam se questionar. A política, a revolução e a paixão são feitas por palavras. Afinal, as palavras tem poder.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Poder das Palavras
Postado por Ana Recalde às 11:12
Marcadores: cabalá, magia, o poder das palavras, paixão, Voz do Além
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2 comentários:
Acho engraçado esse assunto, pq eu, como Jenny Taylor assumo a máscara da diabinha mas a essência de quem tá escrevendo no blog ou tuítando é minha.
Então, se alguém, lê, admira, fica imaginando, fantasiando, criando situações na cabeça, faz isso por mim, pela mulher por trás da Jenny.
Não acho que seja errado, ou inválido esse tipo de paixão. Qdo a gente se apaixona, se apaixona por algo, paixão é arrebatador, não tem controle, não tem medida, não tem senso de direção nem noção do perigo. Eu posso me apaixonar pelos olhos azuis de um cara amanhã passando na rua, ou depois de amanhã pelas palavras escritas de um blogueiro que eu nem sei como é.
Paixão é paixão. Não se define e nem se questiona.
cara paixão .. é uma parada complicada !!! isso ninguem pode negar ... eu um tempo atras .. me
apaixonei de verdade .. coisa que não tinha acontecido com essa intensidade
eu ja havia namorado com ela uma vez .. mais devido minha mudança não de cidade
mais de estado .. acabou.
E por uma semana .. estive com ela de novo 4 anos mais tarde, com certeza rolou akela paixão
arrebatadora .. das duas partes, mais oq fazer quando se mora a 2,500 km de distancia ????
pensamos até em casar, imagina 22 anos, casado.. o_O
mais as coisas complicaram ... e acabou acabando =\ sim , e uma forma brusca e dolorosa.
se me perguntarem se valeu a pena .. eu digo que sim, aprendi muito, amadureci MUITO
e dou graças a Deus de não ter acontecido.
disso tudo não sobrou nem contato via www , ( por vontade dela) mais por mim tudo bem
eu ainda guardo com carinho os momentos maravilhosos que passei com ela.
hj em dia prefiro me apaixonar por pessoas que estão ao meu alcançe, amores rapidos
demorados, enfim , talvez não valia a pena se apaixonar por uma ideia em carne e osso
não só por pensamentos.
se tiver alguns erros ai .. é pq to escrevendo rapidinho aki no trampo
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