quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Felicidade e Rejeição


Alguma vez na vida você já se perguntou se a sua felicidade pessoal não está ligada à aceitação das pessoas que te cercam?
Eu já, e todas as vezes que eu penso nisso chego a conclusão que a aceitação é mais importante que imaginamos. Claro que podemos excluir desse lista coisas ilegais e reafirmando que a lei existe para manter o rumo das coisas. Não, eu estou falando de outra coisa, de coisas mais banais.
Alguém que goste do seu emprego, que ganha pouco, mas gosta, acaba se tornando uma pessoa infeliz por pressão dos outros, dos que o cercam. Um exemplo ainda pior, mais básico, é a roupa. Desde muito pequenos nossos pais nos ensinam como nos vestir, que em determinados momentos devemos nos portar direitinho e que devemos nos manter limpos e arrumados.
Quando nos tornamos adolescentes são as nossas tribos e amigos que definem isso, uma menina que queira se colocar com outras de mesmo gosto devem vestir as mesmas roupas, até mesmo para demonstrar ideologias contrárias à sociedade uma tribo escolhe seu tipo favorito de roupa. Eu sempre me questiono se eles realmente percebem que a organização desse tipo de grupo também segue as mesmas regras da sociedade, será que eles vêem que essa maneira isolacionista é a mesma das patricinhas por exemplo?
E por fim, quando adultos. As roupas definem muito qual é uma atitude profissional, qual não é. Uma empresa que tem uniforme é levada mais à sério, um homem de terno também. Alguém de chinelo não pode estar indo trabalhar, com certeza. Tudo bem, tudo faz parte da nossa cultura.
Mas e quando as outras pessoas tentam nos dizer que pessoa devemos amar? "Fulana não é bonita o suficiente para você", "Tal rapaz não serve para namorar". E quando querem nos dizer onde está a felicidade? "O céu você só poderá encontrar na minha religião".
Onde exatamente reside a nossa escolha dentro de tudo isso?
Olhe para o seu celular, você o escolheu por ter mais recursos que sabe utilizar, ou porque ele está na moda ou é caro?
Olhe para o computador na sua frente, você o utiliza mais para procurar a vida de seus afetos e desafetos no orkut, ou para trabalhar?
Em que estamos preocupados? Quem você já recriminou hoje?
E geralmente podemos ver que tais atitudes nascem primeiro em nós mesmos, quando escolhemos alguém para se relacionar, como amigos por exemplo, olhamos para o que primeiro?
Você que se considera de uma tribo, ficaria amigo de uma pessoa de uma tribo rival?
Muitos podem me dizer, "Mas é assim que sabemos as afinidades, escolhemos nossos amigos por termos coisas em comum". Pode até ser, mas eu vejo muita gente gostar de determinada coisa por influência, gente que tem vergonha de dizer o que prefere, o que pensa. Pessoas que tem medo de ser deixada de lado.
Quando olhamos para trás podemos ver quanta coisa foi deixada de lado, podemos notar quantas pessoas deixamos de lado.
No final, não é possível mudar nada se a pessoa que deseja a mudança não mudar primeiro. A verdadeira mudança é a que vem de dentro.
Sem se esquecer jamais que a verdade é construída diariamente por nós, nossas mentes moldam a realidade.

Ainda bem que a opinião de nossos inimigos não é a única verdade!

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